Cabos interpedais: mitos, verdades e recomendações

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Por Eric Jacobs (*)


Quando se trata de cabos interpedais, existem muitos mitos. Neste artigo, deciframos os mitos que existem em torno desses cabos e damos recomendações para seu uso.


Mitos e exageros de cabos interpedais

Cabos interpedais afetam o tom

Como em todos os aspectos do equipamento, há pontos em que tanta ênfase é colocada que acaba se tornando "Hype" ou supervalorização de coisas que realmente não o possuem, e esse é o caso dos cabos de intepedo. Esses conectores de pedal são geralmente muito curtos (menos de 50 cm) e com qualquer cabo coaxial normal que não pode exceder 50pF, portanto, não há como eles afetarem o tom por capacidade. Se tivermos 10 pedais, teremos 9 interpedais que acumulados serão cerca de 450pF se todos os pedais estiverem em TBP, mas na maioria dos casos sempre haverá um pedal de efeito ativo ou com buffer, por isso é improvável que essa capacidade seja atingida. Este é um dos mitos mais frequentes sobre cabos interpedais.

Em minha experiência, o tom é mais afetado pelas variações de carga produzidas pelas diferentes impedâncias em jogo para cada combinação de pedal. Especialmente se houver algum Vintage Fuzz na cadeia. Esses pedais são o oposto do que deveriam ser, porque têm baixa impedância de entrada e alta impedância de saída (depende da posição do potenciômetro do nível de saída). Isso é algo que Jimi Hendrix e seu técnico assistente já haviam resolvido usando buffers antes e depois do Fuzz.


Questões a serem consideradas e recomendações de cabos interpedais

Um cabo interpedal que valha a pena deve ser confiável, flexível, silencioso e ocupar pouco espaço. Como a maioria dos pedais tem entradas e saídas no lado direito e esquerdo respectivamente, é importante que o plugue ocupe pouco espaço e não entre em contato com outras coisas, além de ser flexível para absorver pequenos movimentos ao ser pressionado e evitar fadiga do cabo. A maioria das quebras ocorrem na energia dentro do plugue.

Cabos interpedais adequados

Pelo exposto, acredito que os cabos interpedais mais adequados são os cabos injetados que possuem o plugue injetado em plástico junto com o próprio cabo. Além disso, esses cabos interpedais vêm em várias cores, o que facilita a identificação quando temos pedais complexos que incluem um pedal switcher.

Cabos interpedais e pedais vintage

Voltando ao tema dos pedais vintage, podemos encontrar pedais que não possuem o gabinete aterrado como acontece nos modernos. Por isso é importante o uso de cabos com plugues isolantes para evitar contatos indesejados. Outra opção é colocar termorretrátil para cobrir a tampa de metal.

Outro aspecto relacionado aos cabos são os loops de aterramento que ocorrem ao utilizar uma fonte múltipla que possui aterramento comum para todas as suas saídas. Nestes casos, um loop de massa é formado através de cada interpedal. Ao usar a fiação das saídas da fonte que é colada a cada interpedal associado, eliminamos a área do loop e reduzimos sua indução.

Cabos interpedais com plugue sem solda

É comum que o músico fique tentado a montar seus próprios cabos para personalizá-los em seu pedalboard. Mas, como não sabem soldar, optam por plugues montados sem soldar. Eu os testei e medi a resistência de contato que eles têm, não os recomendo de forma alguma, eles não são confiáveis e logo começam a dar contatos falsos com ruído de fritura.


(*) O autor é o renomado fabricante de amplificadores, pedais e outros produtos “Jake Amps”.

Fonte: https://www.noujautronica.com.ar/blog/author/Eric-Jacobs


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